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Setembro verde, para lembrar a prevenção do câncer de intestino

Os médicos ressaltam que a alimentação adequada é um dos mais importantes fatores de proteção. Conversamos com a coloproctologista Lucia de Oliveira

 

Um dos cânceres de maior incidência no mundo de hoje é o foco de conscientização no mês de setembro. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) promove em 2017 seu segundo Setembro Verde, campanha que chama a atenção para os cuidados a serem tomados para evitar a doença – e os sintomas para detecção precoce.Em termos concretos: é a segunda causa de morte de câncer entre as mulheres, e a terceira para os homens.

A coloproctologista Lucia de Oliveira, da Casa de Saúde São José, é um desses profissionais engajados na campanha. Ela lembra que esse é um câncer de fácil prevenção e de tratamento bem sucedido, em especial quando precocemente detectado. E nos dias de hoje os métodos de investigação estão avançados.

– A partir dos 50 anos é recomendável começar um rastreamento – conta ela, que gravou um vídeo para a campanha (veja aqui) – Há muitos métodos, desde a colonoscopia até o exame de fezes em busca de sangue oculto.

O câncer de intestino se desenvolve a partir de uma formação na mucosa do intestino – um pólipo, espécie de “verruga” que pode evoluir para um tumor maligno ao longo de oito ou dez anos. Mas essa evolução é silenciosa. Podem surgir sintomas como anemia, emagrecimento sem explicação, dor abdominal e, principalmente, mudança no ritmo intestinal – quando alguém tende à constipação e passa a ter diarreias, ou vice versa.

– É muito importante verificar as causas desses sintomas – enfatiza a médica. – E é importantíssimo adotar um estilo de vida mais saudável. A obesidade hoje é uma epidemia mundial e crianças obesas tem um maior risco de desenvolverem pólipos e, consequentemente, o câncer do intestino. O tabagismo, o sedentarismo, a ingestão frequente de bebida alcoólica, a alimentação repleta de carnes e embutidos e sem frutas e verduras são fatores de risco comprovados.

Existe, sim, um dado genético a ser considerado. Segundo Lucia de Oliveira, quem tem na família casos de câncer intestinal deve estar ainda mais atento. Mas, ela reforça, a boa alimentação e o exercício fisico são fatores decisivos para a prevenção da doença.

– Sabe aquele queimadinho na carne do churrasco? Tem alta concentração de alcatrão – ela alerta. – O alcatrão, assim como outras substâncias encontradas nos embutidos como salsichas, linguiças, peito de peru, presuntos, nos enlatados; e também nos alimentos com corantes artificiais ou conservantes estão relacionados ao maior risco de desenvolver o câncer do intestino. A obesidade leva a um estado de inflamação crônica que também pode estar relacionado a um maior risco de câncer do intestino.

Uma vez detectado o câncer, principalmente se estiver em uma fase precoce,a sobrevida após o tratamento – que pode ser cirúrgico, quimioterápico e radioterápico – é “ muito boa”, assegura Lucia.

– Mas o melhor é prevenir e rastrear.​

Dicas importantes sobre a prevenção do câncer de intestino:

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