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O espetáculo ‘Fauna’, de Romina Paula, entra em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal, Rio

Direção de Erika Mader e Marcelo Grabowsky, com Eduardo Moscovis, Erika Mader, Erom Cordeiro e Kelzy Ecard. De 16 de junho a 16 de julho, 

 

 

Foto Bruno Mello

Ambiciosa e sutil, Fauna é a terceira obra da atriz, diretora e dramaturga Romina Paula, autora que reflete a nova cara da dramaturgia argentina. A peça é um ensaio sobre a representação, o lugar da arte na vida e vice-versa. Metalinguagem. Uma homenagem, ainda que melancólica, ao teatro. Uma reflexão sobre a relação e as fronteiras entre arte e vida, ficção e realidade. Ao longo da trama, confundem-se a história sobre a pesquisa para a realização de um filme e a história das relações entre os personagens, provocando no espectador múltiplas interpretações. O que é real? O que é representação?

Com essa mesma sutileza, Fauna questiona a condição do feminino e do ser mulher, suas fraquezas, seus artifícios, seu lugar na sociedade. Questões sobre gênero, orientação sexual, o lugar da mulher na esfera pública e o papel da maternidade na vida de uma mulher.

O texto de Romina Paula conta a história de um cineasta e uma atriz que vão ao campo pesquisar o mito de Fauna, uma espécie de amazona, culta e selvagem, para fazer um filme de ficção sobre ela. Lá, recebem a ajuda de Maria Luísa e Santos, filhos de Fauna, que se encarregam de apresentá-los à figura de sua mãe. Os quatro personagens ensaiam para o filme e discutem a importância, ou não, da representação desta realidade. À medida que o tempo passa, os personagens vão se revelando, como se a exposição à ficção, em vez de protegê-los, os expusesse ainda mais.

Depois de dois trabalhos bem sucedidos como diretora teatral – Sóbrios, de Adam Rapp, e Os Insones, adaptação do livro de Tony Bellotto –, a atriz, apresentadora e produtora Erika Mader desta vez divide a tarefa com Marcelo Grabowsky, diretor assistente do espetáculo Amor em Dois Atos, do premiado autor Pascal Rambert, que rendeu o prêmio APTR de melhor ator a Otto Jr. A opção pela parceria se deu pois, além de dirigir, Erika também vai estar no palco como atriz. Ela interpreta Julia, a atriz, amante de José Luís, fascinada pelo mito de Fauna e quer viver a personagem no cinema. Eduardo Moscovis da vida ao cineasta José Luís, apaixonado por Julia, que cede aos encantos da bela atriz e inicia pesquisa sobre a misteriosa Fauna para seu novo filme de ficção. Kelzy Ecard e Erom Cordeiro interpretam os enigmáticos filhos de Fauna, Maria Luísa, uma mulher culta e sofisticada, e Santos, um bronco, desconfortável entre paredes.

Este espetáculo é realizado pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio da Austral através da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Brookfield por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

O Espetáculo contará com a presença de intérprete de libras em 04 sessões e distribuirá 10% dos ingressos  à rede pública de ensino e Instituições sem fins lucrativos.

(texto Daniella Cavalcanti)

FICHA TÉCNICA

Elenco: Eduardo Moscovis, Erika Mader, Erom Cordeiro e Kelzy Ecard

Texto: Romina Paula

Tradução: Hugo Mader

Direção: Erika Mader e Marcelo Grabowsky

Assistência de Direção: Luciana Novak
Luz: Renato Machado
Cenário: Fernando Mello da Costa
Figurino: Antônio Guedes
Direção de Movimento: Toni Rodrigues

Direção Musical: Marcello H.
Direção de Produção: Erika Mader
Produção Executiva: Marcela Büll

 

 

SERVIÇO

Temporada de 16 de junho a 16 de julho, quarta a domingo às 19h

Centro Cultural da Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241 – Centro (21) 3261-2550

80 minutos

Preço: R$40,00

Classificação indicativa: 14 anos

Bilheteria: de quarta a domingo, das 16h às 19h. Contato: (21) 3261-2565

ERIKA MADER (diretora e atriz, como Julia) Diretora, produtora, atriz e apresentadora. Dirigiu e adaptou a peça ‘Os Insones’ (2016), adaptação do texto de Tony Bellotto, que teve duas temporadas no Rio de Janeiro e foi eleita uma das cinco melhores peças em cartaz pela revista Veja Rio; produziu a premiadíssima peça ‘A Importância de Ser Perfeito’ (2013), dir. Daniel Herz; e a peça ‘Stand Up’ (2013), dir. Matheus Souza, com sessões lotadas no teatro Gláucio Gill (RJ); dirigiu e adaptou ‘Sóbrios’ (2012), de Adam Rapp, considerada uma das sete melhores peças em cartaz na cidade pela revista Veja Rio e uma das dez melhores peças do ano pelo JB Online. Na TV, atuou em séries e novelas; apresentou os programas ‘Lugar Incomum’ e ‘Bastidores’ no Multishow, onde também comandou transmissões de eventos ao vivo. No cinema, atuou nos longas ‘Apenas o Fim’, dir. Matheus Souza, e ‘Podecrer!’, dir. Arthur Fontes; dirigiu o curta ‘Se Não Fosse o Onofre’, selecionado para o Festival do Rio e para o Brazilian Film Festival LA. No teatro, como atriz, foi dirigida por Hamilton Vaz Pereira e Domingos Oliveira, dentre outros.

 

MARCELO GRABOWSKY (diretor)  Marcelo Grabowsky é diretor de cinema e teatro, roteirista, produtor e sócio da Mirada Filmes. Seu primeiro filme, o longa-metragem documentário “Testemunha 4” (2011), estreou na Semana dos Realizadores, RJ, onde recebeu o Prêmio Especial para Melhor Direção, e entrou em cartaz em 2012. Dirigiu e roteirizou o curta de ficção “Cloro” (2014), selecionado para os festivais New York Film Festival, Curtas Vila do Conde, Festival do Rio, Festival Internacional de Curtas de SP, entre outros, e ganhador do prêmio de Melhor Curta no Festival de Milão. Co-dirigiu os curtas experimentais “Vídeo-chamada” (2015) e “Tribuna de Honra” (2014) e foi diretor assistente e roteirista do longa documentário “Romance de Formação” (2011), de Julia De Simone. Com Erika Mader, foi co-diretor do curta “Se Não Fosse o Onofre” (2008). No teatro, foi diretor assistente da peça “Amor em dois atos” (2016), dirigida por Luiz Felipe Reis, além de diretor de vídeo para a mesma. Foi assistente de direção de longas como “Vermelho Russo”, de Charly Braun, “Órfãos do Eldorado”, de Guilherme Coelho, “Sudoeste”, de Eduardo Nunes, e de diversos curtas-metragens.

 

EDUARDO MOSCOVIS (ator, como José Luís) Eduardo Moscovis consagrou-se ao longo de sua brilhante carreira como um dos grandes galãs da televisão brasileira, além de ter vivido personagens marcantes no cinema e no teatro. Na Globo, protagonizou inúmeras novelas, entre elas ‘A Regra do Jogo’, ‘Alma Gêmea’, ‘Senhora do Destino’, ‘O Cravo e a Rosa’, ‘Pecado Capital’ e ‘Por Amor’. No GNT, apresentou o programa ‘Saia Justa’ e atualmente protagoniza as séries ‘Lucia McCartney’ e ‘Questão de Família’. No teatro, segue no elenco do premiado espetáculo ‘Um Bonde Chamado Desejo’, que volta aos palcos em outubro, e entre tantos outros trabalhos, podemos destacar sua atuação em ‘Corte Seco’, ‘Por Uma Vida Um Pouco Menos Ordinária’, ‘Tartufo’, ‘Norma’ e ‘Elas Não Usam Black-tie’. No cinema, fez sucesso em ‘Pequeno Dicionário Amoroso 2’, ‘Os Homens São de Marte… E É Pra Lá que Eu Vou’, ‘Corações Sujos’, ‘Cabeça a Prêmio’, ‘Sem Controle’, e está para lançar o longa de Allan Fiterman, ‘Berenice Procura’, previsto pra o segundo semestre de 2017.

EROM CORDEIRO (ator, como Santos) Erom Cordeiro coleciona grandes trabalhos em teatro, televisão e cinema. Na Globo, acaba de protagonizar a série ‘Supermax’, ao lado de Cléo Pires e Mariana Ximenes. Também atuou na série ‘Alemão’ e nas novelas ‘Amor Eterno Amor’, ‘Império’, ‘América’ e está prestes a estrear três séries: ‘1 Contra Todos’, na Fox, ‘O Negócio’, na HBO, e ‘Natureza Morta’, na CineBrasil. No cinema, participou de inúmeros filmes, entre eles ‘Vingança’, que lhe rendeu a indicação a melhor ator no Festival de Cinema de Gramado, ‘Heleno’, de José Henrique Fonseca, ‘O Palhaço’, de Selton Mello, e ainda vai estrear, no próximo ano, quatro longas-metragens. Erom já atuou em mais de trinta peças teatrais, ao lado dos grandes mestres Aderbal Freire-Filho, Amir Haddad, Bia Lessa e Ulysses Cruz. Sua atuação em ‘Em Nome do Jogo’ lhe rendeu a indicação ao Prêmio Quem de melhor ator.

KELZY ECARD (atriz, como Maria Luísa) Kelzy Ecard consagrou-se como um dos grandes nomes do teatro contemporâneo brasileiro. Em 2015, deu vida à Hanna Arendt no espetáculo ‘Por Amor ao Mundo – Um Encontro com Hannah Arendt’ e atuou em ‘El Pânico’, dirigido por Ivan Sugahara. Em 2014, atuou em ‘Desalinho’, peça indicada a dois prêmios Cesgranrio. Em 2013, recebeu os prêmios APTR e CENYM de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no brilhante ‘Incêndios’, de Wadji Mouwaad, com direção de Aderbal Freire-Filho. Em 2012, atuou em ‘Breu’, de Pedro Brício, onde foi indicada aos prêmios Shell, Quem e Questão de Crítica como melhor atriz. Em 2007, atuou em ‘Rasga Coração’, onde também recebeu o prêmio APTR de melhor atriz em papel coadjuvante. Outros trabalhos marcantes são o musical ‘Um Violinista no Telhado’, de Charles Möeller e Cláudio Botelho e ‘Gota D’água’, dirigido por João Fonseca. Atualmente, Kelzy está em cartaz com o espetáculo ‘Tom na Fazenda’, grande sucesso de público e crítica.

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