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No Dia do Meio Ambiente, um olhar sobre corais espetaculares do Amazonas

Cientistas descobriram uma vasta região de corais no encontro do Rio Amazonas com o mar - e o Greenpeace iniciou uma campanha para defender o local

Imagem dos corais do Amazonas tirada de submarino lançado do navio Esperanza, do Greenpeace.

 

Tenho esperança de que um maior conhecimento do mar, que há milênios dá sabedoria ao homem, inspire mais uma vez os pensamentos e as ações daqueles que preservarão o equilíbrio da natureza e permitirão a conservação da própria vida. Jacques Cousteau

 

Muita gente pode até pensar que corais são apenas aquelas “pedras” decorativas em colares. Primeira surpresa: corais são seres vivos, da mesma classe biológica das anêmonas. Eles segregam um exoesqueleto, aquela bela formação irregular e colorida. Segunda surpresa: muitos corais segregam substâncias usadas em analgésicos e remédios para tratamentos até contra o câncer. Terceira surpresa: recifes de corais são importantíssimos para o equilíbrio ecológico de muitas regiões.

Nesse Dia Internacional do Meio Ambiente, data instituída na Conferência de Estocolmo em 1972, trazemos aqui uma galeria em vídeo que mostra um projeto encampado pelo Greenpeace. A organização internacional de defesa do meio ambiente está em batalha contra a destruição de uma raríssima e extensa formação de corais, bem onde o Rio Amazonas encontra o oceano Atlântico. São 9,5 mil metros quadrados (mais do que a Grande São Paulo, que tem 8 mil), com seres diversos como as esponjas gigantes com mais de 2 metros de comprimento e os rodolitos, espécie de alga calcária. A raridade se dá também pelo ambiente escuro das águas barrentas do rio Amazonas: corais em geral estão em águas claras e iluminadas.

Essa descoberta, de um consórcio de cientistas brasileiros de diversas instituições, foi divulgada em artigo  há pouco mais de um ano. O Greenpeace vem fazendo uma campanha de defesa do bioma contra projetos de extração petrolífera que podem destruir as formações.

– Vivem na Bacia da Foz do Rio Amazonas ali, por exemplo, o peixe-boi-marinho, o tracajá e a ariranha, espécies que já têm algum risco de extinção, segundo a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de 2014 – diz Thiago Almeida, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

O navio Esperanza, da organização, fez uma expedição com os cientistas em janeiro desse ano e trouxe imagens inéditas. Veja abaixo neste vídeo que tem fotos do Greenpeace e da fotógrafa independente Marizilda Cruppe.

 

 

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