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Menos sal, mais saúde

O brasileiro carrega a mão no sal, principalmente o de cozinha. Mas a reeducação é urgente.

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O sal já foi uma preciosidade. Na época do Império Romano, os soldados recebiam seu pagamento em sal, tão valorizado que podia ser trocado pelos produtos necessários – daí veio a palavra salário! Hoje, o tempero não é raro. Muito pelo contrário, muitas vezes está em excesso na vida da gente.

Atualmente, há 17 milhões de hipertensos na população brasileira, segundo o Ministério da Saúde. Muitos brasileiros são vítimas de doenças cardíacas desencadeadas pela hipertensão, e o consumo de sódio tem contribuído fortemente para isso, e também para problemas renais e obesidade.

No início de 2000, foi fechado um acordo entre o Ministério da Saúde e a ABIA, Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos, em que se determinava uma redução gradual de sódio nos produtos industrializados. Neste ano, o acordo entra em sua 4ª fase. Até o momento foram cortadas um total de 14 toneladas de sódio em todos os alimentos, principalmente os prontos para consumir como macarrão instantâneo, bolachas e refeições de microondas, entre outros. O objetivo é cortar 21 toneladas de sódio.

– Não é obrigatório as indústrias aderirem. Mas grande parte aderiu – explica a diretora do Departamento Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), a nutricionista Cibele Gonçalves. – A campanha é uma boa iniciativa para reverter esse cenário. Mas são importantes outras medidas, conscientização para os riscos que isso pode causar – explica.

Pesquisa do IBGE realizada entre 2008 e 2009 aponta mesmo o sal de cozinha como maior vilão: mais de 70% do consumo diário vem do saleiro. Em seguida, os alimentos industrializados, com cerca de 14%.

Hábitos alimentares e estilo de vida estão entre os fatores de aumento do número de pacientes hipertensos.

– Uma cota de 12g diárias de sal é consumida pelo brasileiro – aponta a especialista. – E o máximo que se deveria consumir seriam 5g.  A hipertensão é um fator de risco independente de o indivíduo ter ou não pressão alta, e pode levar a derrames ou infarto.

A maioria dos consumidores não percebe a redução de sódio que vem acontecendo em diversos alimentos desde o acordo. Mas a mudança pode ser o primeiro passo de grandes ganhos para a população. Cibele recomenda que, ao comprar produtos para consumo, leia-se atentamente o rótulo. E enfatiza o óbvio, que a gente muitas vezes deixa de lado na correria do dia a dia.

– Quanto mais próximo do natural for o alimento, melhor para o processo de digestão e absorção de seus nutrientes.

Cheque dicas sobre a saúde e o consumo do sal: 

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