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Carlos Heitor Cony: para sempre, memória e saudade de uma grande inteligência

O jornalista e escritor faleceu na sexta, dia 5 de janeiro, aos 91. Reveja aqui a entrevista de 2016 no CNT!

O Brasil perde um grande jornalista e escritor. E um dos pensadores mais importantes de nossos tempos. Morreu nessa sexta-feira, dia 5, Carlos Heitor Cony, premiado autor, imortal da Academia Brasileira de Letras – ocupava desde 2000 a cadeira 3 – e um dos jornalistas referenciais do país.

Aos 91 anos, o carioca de Lins e Vasconcelos foi três vezes premiado com o Jabuti – por “Quase Memória”, “A Casa do Poeta Trágico” e “Romance sem Palavras”. Era condecorado pelo governo francês. Depois de cursar o seminário, passou por muitos veículos da imprensa, desde sua entrada no Jornal do Brasil em 1952 – Correio da Manhã, Manchete, TV Globo, CBN e Folha de São Paulo.

Como escritor, estreou em 1958, colocando no papel toda a carga de ceticismo que o acompanhou – e que o impediu de seguir como padre. Politizado, cultíssimo, disse uma vez: “Sou inteligente o bastante para não ser de direita, mas muito rebelde para ser de esquerda”. Mas foi perseguido e preso pela ditadura militar. Seu derradeiro romance foi “A morte e a vida” (2007), em que abordava o delicado tema da eutanásia. Deixa a mulher e três filhas. Ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Reveja aqui (em três partes) a entrevista concedida a Márcia Peltier em abril de 2016.

 

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