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Autocrítica, uma ferramenta preciosa – quando bem usada

Pesquisas demonstram que a maioria das mulheres, pelo mundo todo, lida com as críticas de maneira auto acusatória. Quem se identifica com isso?

autocritica

Um dos grandes obstáculos para que a maior parte das mulheres alcance seus objetivos é aprender a lidar com as críticas – inclusive as que vêm de dentro de cada uma. Um estudo realizado em 15 países pela Activia em conjunto com o Google e o GlobalWebIndex mostrou como a autocrítica pode influenciar diferentes aspectos das suas vidas – por exemplo, a capacidade de se abrir a novas experiências.

Mais da metade (58%) das mulheres acreditam que a “autocrítica“ as desmotiva a tentar algo novo, como se elas não tivessem habilidades. Segundo Maria Gandini, gerente de comunicação da Activia, a questão é universal, ou perto disso.

– O curioso nessa pesquisa é que os resultados não mudam significativamente em diferentes países. As mulheres daqui, da Áustria e da África do Sul têm os mesmos problemas quando falamos de autocrítica.

Cultivar a autocrítica não é mau. Na verdade, é essencial – e saudável, quando ligada ao autoconhecimento e à identificação dos nossos pontos fracos e fortes. Segundo a pesquisa, ela tem grande relação com o bem estar feminino. Ou seja, quando as mulheres conseguem lidar de maneira equilibrada com o Grilo Falante dentro de suas cabeças, elas se sentem mais confiantes em si mesmas.

– Saber se criticar, se avaliar, é uma coisa boa. Do contrário, a gente viveria no piloto automático, sem se questionar, sem mudar.

Mas quando os nossos próprios defeitos – reais, exagerados ou imaginados – começam a se tornar insuportáveis, é hora de ligar o alerta. É como se cada uma vivesse com alguém que reclama o dia inteiro de você: das roupas que veste, das imperfeições do corpo, do desempenho como trabalhadora, mãe, filha e mulher. Só que esse alguém é você mesma.

– Ser muito crítica faz com que você hesite mais do que tenha êxito.

Em outra pesquisa, feita pela Dove, 92% das mulheres e 60% das jovens brasileiras afirmaram que sim, abrem mão de praticar atividades importantes na vida – como participar de um time ou clube, aproveitar a companhia de amigos ou pessoas queridas – quando se sentem insatisfeitas com a própria aparência.

A psicóloga Laís Borges afirma que esse problema afeta muito mais as mulheres do que os homens.

– As mulheres atualmente precisam trabalhar, cuidar da casa e da família e ainda estarem sempre bonitas. Esse impulso para dar conta de tudo nos faz sentir incapazes. Mas é normal que ninguém consiga dar conta de tudo isso.

Para a psicóloga existem alguns pontos chave para conseguir lidar bem com esse problema

– O primeiro é perceber que ser crítica é uma forma de se desenvolver, mas que para isso nós devemos estar equilibradas psicologicamente. Além disso, você pode aprender que não é grave deixar a casa bagunçada para ir passear com os filhos. Não precisa se cobrar tanto.

Dicas para lidar com o Grilo Falante:

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