< Voltar

Atriz de múltiplos talentos, Maria Adélia volta aos palcos do Rio e apresenta ‘EUS’

O espetáculo resgata novas possibilidades de ser e existir num mundo moderno, quando se chega à maturidade.


EUS é um solo plural, vivido por Maria Adélia, atriz que nas últimas duas décadas trabalhou ao lado de gigantes do teatro como Ariane Mnouchkine (Theatre du Solei), Irina Brook, Antônio Abujamra e Cia. Dos à Deux. Depois de 20 anos morando em Paris, a atriz volta aos palcos cariocas e estreia no SESC Copacabana no texto escrito com o autor e filósofo Luiz Estellita Lins.

Neste espetáculo, ser mulher e conviver consigo mesma tornam-se uma batalha interna cheia de humor, na qual compreender-se, perdoar-se e aceitar-se são desafios inadiáveis quando se chega à maturidade. Um percurso de representações plásticas e sensações, nos questiona sobre sexualidade, felicidade e solidão. Num mundo onde as obrigações como “compartilhar”, “curtir” e outras performances externas se tornaram regra, EUS nos acena com a possiblidade de um delicioso resgate de nosso desmembramento cotidiano para novas possibilidades de ser e existir.

O texto assinado por Maria Adélia e Luiz Estellita Lins é o resultado de um processo colaborativo para a construção de um teatro divertido e poético, com direção da própria atriz ao lado de Alexandre Mello. Formada em Belas Artes, Maria Adélia também trabalha como artista plástica, criando adereços, marionetes, máscaras e objetos de cena para importantes companhias de teatro, é responsável pela concepção plástica do espetáculo, que conta com cenários e figurinos de Ronald Teixeira e Guilherme Reis e iluminação de Beto Bruel. A direção de produção é de Cássia Villasbôas e produção da NOVE Produções.

(texto de  Luiz Menna Barreto)

FICHA TÉCNICA
Texto: Maria Adélia e Luiz Estellita Lins
Direção: Maria Adélia e Alexandre Mello
Atuação: Maria Adélia
Criação Plástica: Maria Adélia
Cenário e Figurino: Ronald Teixeira e Guilherme Reis, em harmonia com Maria Adélia
Iluminação: Beto Bruel
Trilha Sonora: Ricco Vianna
Fotos: Nil Caniné
Direção de Produção: Cássia Villasbôas
Produção Exetutiva: Mayara Maia

Produção: NOVE Produções Culturais

SERVIÇO
Datas: de 07 de setembro a 01 de outubro
Horários:  quintas, sextas e sábados 21h  I domingo 20h
Local:  Mezanino do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ
Informações: (21) 2547-0156

Ingressos: R$ 6 (associado do Sesc), R$ 12 (meia), R$ 25 (inteira)
Bilheteria – Horário de funcionamento:  Segundas – de 9h às 16h;  Terça a Sexta – de 9h às 21h;
Sábados – de 13h às 21h;  Domingos – de 13h às 20h.
Classificação indicativa: 12 anos
Duração:  1h10
Gênero:  Comédia Poética

Sobre eles
Maria Adélia
Maria Adélia passou 17 anos na França. A convite de Ariane Mnouchkine integrou a troupe du “Theatre du Soleil” por 5 anos nos espetáculos, Et Soudans des Nuit d’Eveil e Tambours sur la Digue, com turnê pela França, Suíça, Canadá, Coréia, Japão, Austrália e Rússia. Com Irina Brook (Filha de Peter Book) em La Bonne Ame de Setsuan de B.Brecht com turnê pela França, Bélgica e Suíça. Atuou na Cia Franco-Brasileira Dos à Deux dirigida por Artur Ribeiro e André Curti em Fragmentos do Desejo com turnê pela França, Coréia, Taiwan e Brasil. Foi dirigida por Yann Denécé em Lysistrata de Aristofanes. Maria Adélia retorna ao Brasil e atua em A Visita da Velha Senhora de F. Dürrenmatt, direçao Silvia Monte, Carmen de Cervantes de M. Arzua, direção F Espirito Santo, O Casamento Suspeito de A. Suassuna, direção Sidnei Cruz e O Maleficio Da Mariposa de F. G. Lorca, direção Ana Rosa Teza.
Paralelo a carreira de atriz, trabalha como artista plástica de teatro, criando: adereços marionetes, máscaras, chapéus, objetos de cena, figurino, cenário, visagismo e colabora com grandes diretores tais como Artur Ribeiro e Andre Curti, Irina Brook, Ariane Mnouchkine, Thissa d’Avila Bensalah, Dann Jemmett, Eros Galvão, Carlos Harmuch, Guy Freixe e Hestia Tristani.
No Rio de Janeiro fez O último Drink dirigido por Marília Pera e Gracindo Júnior. Como Diria Montaigne e Cândido ou o Otimismo dirigido por Luiz Artur Nunes. Alcassino e Nicoleta dirigido por André Paes Leme. Participou dos Fodidos Privilegiados, dirigido por Antonio Abujamra nos espetáculos Um Certo Hamlet, Phaedra e A Serpente. Premio Gralha Azul de Melhor Atriz Coadjuvante em Mistérios de Curitiba, dirigido por Ademar Guerra. Atriz fundadora do Grupo Delírio dirigido por Edson Bueno nos espetáculos Um Rato em Família, O Grande Deboche e A Sedução. Premio Gralha Azul – melhor atriz em Cabaré Valentin de K Valentin dirigido por Antonio Gilberto. Ainda com Ademar Guerra em Noites na Taverna, com Raul Cruz em Grato Maria Bueno.
Em novelas e minisséries foi dirigida Denise Sarraceni em Felicidade e Engraçadinha. Roberto Talma em De corpo e alma. Denis Carvalho em Fera Ferida e Paulo Jose em Agosto. No cinema por Hugo Carvana em O Homem Nu e Murilo Salles em Como nascem os Anjos.
Formada em Belas Artes em Curitiba PR. Teatro na Fundação Teatro Guaira PR, participou de oficinas de grandes mestres como Catherine Germain, Ivan Bacciocchi, Luis Otavio Bournier, Cecily Berry, Brigid Panet, Lee Breuer, Han Jae Sok, Chatherine du Bois, Eugenio Barba, Iben Nagel Rasmusem, R. Fower, Ariane Mnouchkine.

Luiz Estellita Lins
Luiz Estellita Lins é mestre em filosofia da poesia pela PUCRJ e especializado em ficção e dramaturgia pela Michigan University.  Iniciou a carreira no teatro em 2006 com o espetáculo “Dhrama” em parceria com João Falcão. O trabalho foi montado também em 2015 no Off-Broadway em Nova Iorque merecendo recomendação do The New York Times. Escreveu o premiadíssimo musical infantil “Mania de Explicação”, em parceria com Adriana Falcão, um sucesso de crítica e público com Luana Piovani e direção de Gabriel Vilella. Esse espetáculo foi vencedor dos prêmios Folha de São Paulo, Críticos de Arte do Estado de São Paulo e Zilka Salaberry.  Após o sucesso foi publicado em forma de livro pela Editora Salamanca vencendo o prêmio Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Seguindo no universo infantil escreveu em 2016, “Quero Ser Ziraldo”, uma grande homenagem ao maior cartunista do Brasil indicado ao prêmio CBTJ.  Luiz Estellita Lins é um artista sensível, depois de mais de 10 anos de formação entre o Brasil e os USA, fez uma viagem de elevação espiritual ao Himalaya, onde conviveu por 3 meses com monges devotados ao estudo e à meditação. De volta ao Brasil fundou o Studio de Yoga do Leblon, desligando-se do mesmo para dedicar-se à carreira de escritor.

Compartilhe!
Share on FacebookTweet about this on TwitterEmail to someone